Para ir além do senso comum sobre terapia de casal
- Sessão de Psi

- 6 de jul.
- 2 min de leitura
No início de uma parceria amorosa, é natural e saudável estarmos envoltos pela paixão, pela construção de planos e por idealizações. Contudo, com o passar do tempo e o amadurecimento da rotina, os atritos e ruídos inevitavelmente batem à porta, exigindo conversas e novos alinhamentos. É nesse momento que muitos casais se perguntam: “Será que nos perdemos no caminho?”

Ao contrário do que o senso comum ainda acredita, buscar ajuda profissional não é um sinal de fracasso. Pelo contrário! A psicoterapia de casal é, acima de tudo, um ato de coragem e de cuidado mútuo. Em meio a discussões, é muito comum focar em quem está certo, quem está errado, como se fosse uma grande batalha de argumentos.
Na terapia, o foco muda. O consultório se torna um espaço onde é possível manejar os conflitos existentes e também reconhecer suas próprias questões. Não se trata de apagar as diferenças, afinal, são duas pessoas distintas, mas de entender a raiz dos desentendimentos para que possam trazer maior qualidade para essa relação.
Muitas vezes, nós escutamos o parceiro já pensando na resposta que vamos dar, e não no que ele realmente está sentindo. O papel do analista nesse processo é de um tradutor: ele pode ofertar uma escuta, outra perspectiva para que se possa clarear aquilo que parece nebuloso na dinâmica do relacionamento. É uma aposta e possibilidade de compreender as bagagens, as inseguranças e os desejos do outro, assim como ele passa a enxergar os seus.
Se é sobre manter a relação ou não, é uma jornada a ser construída em conjunto!
Se o diálogo ficou difícil ou se vocês sentem que precisam de outras formas de cuidar dessa relação, que tal se dar essa chance? olhar para o nós, olhar de forma honesta para si e para o outro. Se escutar, escutar o outro. Construir outras possibilidades.
Por Ray Caetano
CRP 04.60848





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