A exaustão que não passa com descanso: o que o esgotamento emocional tem a nos dizer

Você já tirou férias e voltou mais cansado do que foi? Já dormiu oito horas e acordou com a sensação de que o corpo estava presente, mas você não?
Existe uma forma de cansaço que não obedece à lógica do repouso. Que não some com um final de semana tranquilo ou com aquela viagem planejada há meses. É uma exaustão que habita um lugar mais fundo, não os músculos, mas algo ainda mais difícil de nomear.
Esse é o território do esgotamento emocional.
O problema não é a falta de descanso
A Terapia Cognitivo-Comportamental nos ajuda a entender por que o descanso, sozinho, muitas vezes não é suficiente. O que mantém o esgotamento não é apenas o cansaço acumulado, mas as crenças que continuam funcionando mesmo quando o corpo para:

"Preciso dar conta de tudo sozinha." "Só tenho valor quando estou sendo produtiva." "Se eu parar, vou decepcionar alguém."
Essas crenças não tiram férias. Elas acompanham a pessoa na praia, no sofá, no silêncio da madrugada. E é por isso que o repouso físico não alcança o problema, porque o problema não é físico. É a relação que construímos com nós mesmos ao longo do tempo.
O que o esgotamento tem a dizer
O esgotamento emocional, por mais doloroso que seja, também é um mensageiro. Ele aparece quando algo importante foi ignorado por tempo demais, um limite, uma necessidade, uma dor.
Ouvir o que ele tem a dizer pode ser mais transformador do que tentar silenciá-lo rapidamente. Ele frequentemente aponta para algo real: uma vida organizada em torno de expectativas alheias, uma dificuldade de dizer não, um valor pessoal que depende demais do desempenho.
Cuidar disso raramente é um processo solitário. Pedir ajuda não é fraqueza, é, talvez, o primeiro gesto de quem está aprendendo a se levar a sério.
Se você se identificou com o que leu, o que você está sentindo tem nome, tem explicação e tem caminho.
Por Natalia Varonez 06/171810





Comentários