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Qual é o momento de ir para o divã em uma análise?
Não tenho pretensão, com esse escrito, de trazer uma resposta fechada para essa pergunta. Como bons neuróticos em busca de respostas, a minha intenção aqui não é ocupar um lugar de mestre que traz soluções universais, mas sim de pensarmos sobre o uso dessa ferramenta em um processo de análise! É muito comum eu escutar no consultório: “ah, conheço fulano, ele faz análise e ele está no divã, porque eu não?” ou então “porque ainda eu não estou no divã?”. E não só isso, mas um

Sessão de Psi
13 de ago.3 min de leitura


O luto que ninguém válida: quando a perda não tem nome
"A dor que não se fala apodrece a alma." William Shakespeare Existe uma crença silenciosa de que o luto precisa ser justificado, a todo momento, em voz alta. Que a dor só merece espaço quando há um motivo grande o suficiente (e o que seria grande o suficiente se as dores são individuais?), uma morte, uma separação formal, uma perda visível. Para tudo mais, aprendemos a minimizar: "não é para tanto", "outras pessoas passam por coisas piores", "eu nem deveria estar assim”, “so

Sessão de Psi
30 de jun.3 min de leitura


Sobre fechamentos e abertura de ciclos
Finalizar um relacionamento é, de certa maneira, como ver uma ponte ser derrubada enquanto você ainda está nela. O primeiro sentimento não é apenas a falta da outra pessoa, mas uma sensação de se localizar na vida novamente: quem sou eu, já que não há mais nós? Quando vivemos com alguém, nossos hábitos, planos, o cotidiano se conectam com o do outro. O fim exige que a gente recolha os pedaços de nós mesmos que ficaram espalhados na vida do ex-parceiro e esse vazio inicial não

Sessão de Psi
25 de fev.2 min de leitura
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