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Sobre fechamentos e abertura de ciclos

  • Foto do escritor: Sessão de Psi
    Sessão de Psi
  • 25 de fev.
  • 2 min de leitura

Finalizar um relacionamento é, de certa maneira, como ver uma ponte ser derrubada enquanto você ainda está nela. O primeiro sentimento não é apenas a falta da outra pessoa, mas uma sensação de se localizar na vida novamente: quem sou eu, já que não há mais nós?

Quando vivemos com alguém, nossos hábitos, planos, o cotidiano se conectam com o do outro. O fim exige que a gente recolha os pedaços de nós mesmos que ficaram espalhados na vida do ex-parceiro e esse vazio inicial não é um sinal de que algo está errado, mas sim o espaço necessário para uma reorganização interna. É preciso tempo para que o silêncio pare de parecer falta e comece a parecer novas maneiras de compreender a si mesmo no mundo e nas relações. 


Logo após o término é comum que a nossa mente nos pregue algumas peças, focando apenas nos momentos bons e ignorando os motivos que levaram ao fim. Aceitar que o ciclo acabou exige olhar para a relação com honestidade, reconhecendo que aquele capítulo deu o que tinha que dar e que isso não significa que a relação não funcionou!

Novos ciclos não começam quando encontramos outra pessoa, mas quando paramos de procurar o antigo no novo. Compreender que, para vivenciar novos ciclos na vida, é necessário que se encerre alguns, seja num relacionamento amoroso, uma finalização de ciclo no trabalho, em alguma relação com amizade. Estamos a todo momento entre finais e inícios.


Você já vivenciou um final de ciclo que te marcou? Como lidar com os fechamentos e aberturas de novos ciclos? Convido você a dizer sobre isso num espaço terapêutico. 


Por Ray Caetano

04.60848

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Elaborado por Sessão de Psi 2023

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