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Cuidar do seu corpo é um ato de resistência contra a ansiedade

Foto do escritor: Sessão de Psi
Sessão de Psi
16 de set.
3 min de leitura






 

A ansiedade nos faz esquecer que temos um corpo.  A ansiedade nos faz esquecer que temos uma vida a ser vivida.

Em tempos ansiosos, onde tudo parece tão urgente e nada pode ser deixado para depois, nós nos acostumamos a viver no plano mental. Vivemos uma constante tentativa de resolver tudo, de prever tudo, de calcular todas as possibilidades. Fazemos uma infinidade de listas mentais. Dezenas de pensamentos por minuto. Enquanto isso, a gente nem se dá conta de que mal respiramos direito. A respiração fica curta, o corpo contraído, a testa franzida, a mandíbula apertada, o peito apertado, o pescoço tensionado, os ombros duros, a lombar queimando. É como se estivéssemos o tempo todo em uma selva e o corpo preparado pra lutar ou fugir a qualquer momento. E metaforicamente, nós realmente vivemos em selvas de pedra. E o corpo foi respondendo a isso. E se adaptando de uma maneira não saudável.


Enquanto a mente está sempre em hiperatividade, o corpo vai sempre sendo deixado pra depois. Seguimos cumprindo dezenas de demandas enquanto nosso corpo vai acumulando tensões que nunca paramos pra escutar.

Mas e se a gente olhasse pra cada tensão como uma mensagem? 

As tensões e dores também são um tipo de linguagem que nosso corpo usa pra comunicar os desconfortos, pra nos ajudar a perceber quando estamos ultrapassando nossos próprios limites. Nosso corpo precisa de cuidado e descanso constante. Cuidado e descanso não precisam ser merecidos, não são uma recompensa pra quando tudo estiver resolvido. Até porque nunca estará. A lista de tarefas sempre vai ter demandas esperando por um check. E se a gente esperar zerar essa lista pra acreditar que merece descanso e cuidado, nosso corpo pode acabar nos mostrando da pior forma que não somos robôs. 


Às vezes o que a gente precisa é justamente sair um pouco da própria cabeça. Dar atenção pro corpo, olhar ao nosso redor, lembrar de respirar profundamente. Precisamos nos lembrar constantemente que a vida não vai parar pra gente se cuidar. A gente precisa se cuidar enquanto a vida acontece. Mesmo com mil coisas na cabeça. Sem culpa, porque nosso corpo realmente precisa disso. Enquanto houver vida, haverão coisas a se fazer. Não podemos deixar que a gente se acostume a viver com tantas tensões a ponto de achar que isso é natural. O corpo não tem que sustentar todas as tensões desse mundo que tenta nos fazer acreditar que é normal viver no modo 2x. 


Esse texto é um convite pra que você (e eu também) ouça o seu corpo. Aprenda a linguagem dele. Onde o peso da rotina vira tensão? Qual parte do seu corpo está precisando de cuidado? O que precisa relaxar?


Pare agora, respire bem fundo. Sinta o ar entrando e enchendo seus pulmões.

Qual foi a última vez que você respirou com consciência? E as tensões, onde estão? Tem dores? O que seu corpo está pedindo agora? Não se abandone enquanto os problemas existirem. Porque a probabilidade deles acabarem é quase nula. Por último, mas não menos importante, preciso lembrar que cuidar do corpo também é uma ferramenta poderosa para lidar com a ansiedade. Olhar para o corpo nos conecta com o momento presente, com o mundo físico, nos lembra que existe uma vida a ser vivida além da nossa infindável lista de tarefas, coisas que a ansiedade insiste em tentar nos tirar.Cuidar do corpo é, além de tudo, um ato de resistência!

Por Jenifer Burkater

CRP 06/155490


 
 
 

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Elaborado por Sessão de Psi 2023

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